Com a Semana Santa, o prato tradicional desta sexta-feira é o pescado. Só que o prazer pode se tornar um sofrimento se alguns cuidados básicos não forem tomados. Isso porque nessa época, a unidade de emergência do hospital de clínicas da Unicamp registra um aumento de quase 30% nos casos de ingestão acidental de espinha de peixe.
O que mais se tem são pessoas com a espinha parada na garganta e o procedimento de retirada é relativamente simples, mas incômodo, feito com uma pinça. Só que o perigo é muito maior se o problema acontecer no esôfago.Em ocorrências extremas, a espinha de peixe pode perfurar o órgão se não diagnosticada e removida com urgência.
De qualquer maneira, a pneumologista e supervisora da unidade de emergência do hospital de clínicas da Unicamp, Mirella Povinelli, dá algumas dicas para a prevenção. E elas são básicas: observar o peixe ao fatiar e mastigar bem. A médica Mirella Povinelli, com a experiência que tem como supervisora da emergência do HC da Unicamp, faz um alerta. Ideias caseiras só pioram as condições da pessoas que ingeriram uma espinha de peixe.
Quando ocorre a perfuração do esôfago, o paciente pode ter falta de ar, dor torácica e febre. A remoção é realizada por via endoscópica. A conduta cirúrgica é necessária em menos de 1% dos casos.
