Um ato contra a democracia e contra a liberdade. É desta forma que a coordenação do evento “Vinhedo em Debate” entende a proibição da utilização da casa legislativa da cidade para o encontro. O objetivo do debate era discutir problemas da cidade como saúde, educação, segurança e meio ambiente.
O local escolhido foi a Câmara de Vereadores de Vinhedo. Devidamente agendado, com 3 semanas de antecedência, o evento foi amplamente divulgado no município. População e personalidades políticas da cidade, incluindo membros do governo, foram convidadas.
Às vésperas do encontro, o presidente da Câmara de Vereadores, Adriano Corazzari, baseado em um decreto municipal do prefeito Milton Serafim, impediu o uso do plenário da casa para a realização do evento. De acordo com o decreto, que se baseia na lei eleitoral, fica vetada a realização de eventos políticos, em ano eleitoral, em qualquer recinto público.
Valdir Barreto, coordenador do encontro, considera ilegal a atitude tomada pela presidência da Câmara de Vereadores.
Já a presidência da Câmara de Vereadores, afirma que os organizadores do encontro “Vinhedo em Debate”, são membros do partido político PSOL e de partidos coligados.
Além disso o legislativo informou o grupo, por meio de oficio, que a casa não poderia receber o evento. Valdir Berreto, da comissão organizadora do debate, afirma que a organização pretende retomar a conversa com a presidência da câmara para tentar reverter a situação, e não descarta acionar a justiça.
Negando uma provável motivação política para anular o encontro, por meio de nota oficial, a Câmara de Vinhedo afirma que a casa recebeu nos últimos 3 anos mais de 100 eventos, inclusive do mesmo perfil do “Vinhedo em Debate”. Os responsáveis pelo debate, mesmo que não consigam a liberação da casa para o encontro, pretendem manter a pauta em um lugar e data a serem definidos.
