A ideia era tirar as pessoas do chamado “lugar comum”. Fazer com que ao caminhar pelas ruas, elas pudessem sorrir e lembrar que existe o amor. Essa era a ideia de um grupo formado por voluntários, que resolveu trazer para Campinas, uma forma de intervenção diferente. Cerca de 40 estátuas da cidade, entre elas o imponente monumento à Carlos Gomes, na região central, receberam corações feitos de isopor.
Porém, menos de uma semana depois da ação, os objetos foram retirados. A previsão do grupo era de que a remoção acontecesse só em maio. Segundo o organizador, Júlio César Borges, isso pode ter acontecido através da própria população, já que de acordo com ele, os corações também faziam parte do patrimônio público. De qualquer forma, Júlio César reforçou que o grupo irá realizar um multirão após o feriado do Dia do Trabalhador.
O problema com os corações que já foram retirados, é que as fitas dupla-face, usadas para manter o objeto preso, continuam no peito das figuras ilustres de Campinas. Sobre elas, Borges garantiu que no multirão serão removidas, sem danos, já que a mesma fita foi usada em outras cidades que participaram do projeto “Aqui Bate um Coração”.


A ação já foi realizado em São Paulo, Santos, Belo Horizonte e em Londres. Depois de Campinas, o organizador afirma que os corações serão levados para outras cidades da região.
Outras estátuas da mesma praça, também ficaram só com as fitas, inclusive a do maestro Carlos Gomes.


