A sindicância que apura supostas irregularidades em contratos da Câmara de Campinas pode ser estendida. A comissão formada para investigar tem mais 15 dias para finalizar os trabalhos, mas pode solicitar mais 60 dias. A Câmara apura a denúncia que os servidores Carlos Eduardo Guida Gaspar, chefe de compra e responsável por licitações da casa de leis, e o contador da câmara, Adilson Dutra Barbosa, seriam sócios de empresários que tem outras empresas como fornecedoras do legislativo.
Os dois foram afastados dos cargos durante o período de investigação. A sindicância quer se saber se houve favorecimento e fraude no processo licitatório. No momento a comissão analisa a documentos da licitações sob suspeita. O presidente da câmara, Thiago Ferrari, do PTB, garantiu que a investigação tem total independência.
O vereador Sérgio Benassi, do PcdoB, já foi presidente da câmara e conhece os trâmites do legislativo. Ele acredita que a sindicância transcorre de maneira normal. Já o vereador Angelo Barreto, do PT, ressaltou que por questão de segurança jurídica a comissão não pode dar publicidade sobre detalhes da investigação.
Denúncias apontaram um suposto esquema de favorecimento em contratos de prestação de serviços. Os acordos por vezes fracionados repetem os mesmos empresários como donos das empresas fornecedoras, além dos mesmos terem negócios extras com os dois funcionários da casa.
