A Polícia Federal e os vereadores de Campinas concordaram em visitar terrenos para a instalação de uma nova delegacia na cidade. A prefeitura quer doar uma área do Lago do Café, no bairro Taquaral, para a construção do complexo. O projeto tramita na câmara, mas é questionado por ambientalistas e moradores da região.
O local foi doado pelo governo federal ao município ainda na gestão de Jacó Bittar, em 1992, e a cidade criou um parque, o largo do café. Os ambientalistas defendem a manutenção do espaço verde. Já quem mora no entorno teme o aumento de tráfego e também a movimentação de criminosos.
O delegado chefe da Polícia Federal, Sebastião Pujol, espera uma definição rápida dos vereadores. Atualmente a PF está instalada em um prédio alugado na Vila Itapura, na estreita rua Bernardo José Sampaio. Segundo o delegado, a instituição já tem disponível os recursos para levantar a delegacia. Só que Sebastião Pujol lembrou que a verba vai ser realocada se a cidade permanecer na discussão sem prazo para decidir.
A oposição cobra alternativas. Para o vereador, Angelo Barreto do PT, a Polícia Federal recebeu apenas uma opção para a delegacia: o Lago do Café. Já o presidente do conselho de meio ambiente de Campinas, Rafael Moya, ressaltou que juridicamente o projeto da nova delegacia da polícia federal não pode ser implantado no terreno do lago do café.
O próprio delegado Sebastião Pujol lembrou de uma área na região dos Amarais. O terreno foi doado pelo exército para ser erguido o complexo judiciário federal. Já o Ministério Público levantou a possibilidade do delegacia ser erguida em uma área próxima ao shopping Parque Dom Pedro. O secretário de planejamento de Campinas, Alair Godoy, disse que as duas sugestões são inviáveis.
A câmara pediu para a prefeitura levantar novas opções para a instalação da delegacia da polícia federal. Os vereadores marcaram para o dia 8 de maio uma visitação aos terrenos.
