A Audiência de Conciliação marcada para esta quarta-feira, dia 30 de maio, foi adiada pelo juiz Mauro Fukumoto, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas por “motivo de força maior” – como foi descrito no despacho. Remarcada para sexta-feira, dia 01 de junho, só estende o debate sobre a greve dos servidores. Nesta semana completará 20 dias.
Para o Prefeito de Campinas, Pedro Serafim, os sindicato dos servidores engana a categoria ao insistir em um reajuste ilegal de salários. O Diretor do Sindicato dos Servidores, Marionaldo Maciel, no entanto, se defende da afirmação do Prefeito, alegando que a reivindicação inclui perdas históricas.
Para o Prefeito, a insistência do sindicato prejudica a população. E radicaliza o discurso ao afirmar que vai descontar os dias parados, se a greve for considerada ilegal. A postura firme do Prefeito de não afrouxar o discurso e de não participar pessoalmente das negociações têm encontrado contrapartida da categoria na mesma proporção.
Motivados, centenas de servidores encontram nas longas e quase diárias passeatas, uma fora de chamar a atenção da população da cidade para suas reivindicações. Para Marionaldo, o Prefeito reprime o servidor através de assédio moral, afirmando não se intimidar diante da atitude da administração municipal de encaminhar o caso à Justiça.
No ultimo dia 22, a administração municipal apresentou uma contra-proposta de reajuste de 5,39% nos salários e 8% no vale alimentação e um acordo para não descontar os dias parados. Proposta rejeitada pela categoria que reivindica 13,18% de reajuste salarial e aumento de R$ 142,00 no vale-refeição.
