O geógrafo Cloves Alexandre de Castro defendeu a tese de doutorado no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, com orientação da professora Regina Célia Bega dos Santos. O geógrafo resgata na tese a organização dos cursinhos populares (MSU, Rede Emancipa, Educafro e Uneafro) e alternativos (cursinhos de universidades e prefeituras) como movimentos socioespaciais urbanos.
Esse conceito é resultado de um intenso debate na Geografia brasileira sobre os movimentos sociais há 30 anos, com implicações naqueles que não lutam pelo espaço em si e sim pelos usos dos serviços e infraestrutura. Nesse sentido, os cursinhos são movimentos sociais, espaços e canais em torno de uma demanda pelo acesso ao ensino superior. Essa demanda cresceu a priori entre 1990 e 2000. E o movimento por acesso ao ensino tende a ampliar mais, verifica ele. Os alternativos e populares se constituíram com a reelaboração de experiências educacionais e práticas dos movimentos populares. É raro, hoje, ter um campus de universidade pública sem o seu próprio cursinho.
