Logo no início da manhã desta quinta-feira (17/05), segundo dia da greve dos motoristas e cobradores do transporte coletivo de Campinas, três ônibus da empresa Onicamp, que opera a área azul escura do sistema, foram apedrejados ao tentar circular normalmente pela cidade. Uma passageira que estava em um dos veículos, da linha 4.13, ficou levemente ferida no incidente.
No Terminal Central, um dos cinco terminais que estiveram abertos desde o final da madrugada, o fluxo de ônibus e pessoas era menor do que o costume. Usuários que voltavam para casa após trabalhar durante a noite, procuravam orientação de agentes da Empresa Municipal de Desenvolvimento, a Emdec, para saber quais linhas operavam normalmente.
Já no Terminal Ouro Verde, que estava fechado, um esquema feito pela Emdec na parte externa, garantia o transporte através de micro-ônibus e vans operados por cooperativas.
Ao todo, 241 veículos alternativos funcionaram na cidade, sendo que 40 foram redirecionados para atender linhas nas quais não costumam operar. Cidadãos como José João, que aguardavam essas vans ou micro-ônibus, saíram mais cedo de casa.
Com a paralisação, até mesmo o comércio que funciona do lado de fora do Terminal Ouro Verde foi afetado. De acordo com Regina de Souza, dona de uma dessas barracas, a venda diminuiu por conta da greve.
O dia começou com os terminais Central, Itajaí, Mercado, Shopping Dom Pedro e Shopping Iguatemi abertos. Mas, no meio da manhã, o terminal Padre Anchieta também passou a operar normalmente.
Segundo dados da Emdec, até às 12h, 67 ônibus chegaram a circular pela cidade, o que corresponde a pouco mais de 7%da frota, descumprindo novamente a determinação da Justiça que estabelece que 70% da frota funcione nos horários de pico e 50% nos demais horários. Na última quarta-feira, primeiro dia da greve, isso também aconteceu.
