Um laudo do Instituto Adolf Lutz, recebido pela Promotoria do Patrimônio Público de Limeira, comprovou a má qualidade de uma amostra de carne oferecida nas merendas escolares da rede municipal de ensino. A análise foi pedida pelo Ministério Público no dia 11 de abril, quando promotores e membros da Vigilância Sanitária foram à empresa Le Baron, responsável pela refeição na rede municipal. Segundo o promotor Luiz Alberto Bevilacqua, no local, além da carne, vários outros alimentos apresentavam irregularidades.
Por conta das denúncias, um inquérito civil foi instaurado e a Promotoria deve propôr uma ação civil pública, proibindo a Administração Municipal de contratar empresas para realizarem o serviço.
Segundo Bevilacqua, o atual prefeito de Limeira, Orlando Zovico, já sinalizou que deve transferir a responsabilidade pela merenda aos órgãos da cidade. Mas, ainda de acordo com o promotor, há indícios da ligação entre os donos da Le Baron e uma antiga empresa já denunciada.
Paralelo aos trabalhos da Promotoria, a Câmara de Vereadores abriu, no final de abril, uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar denúncias sobre a qualidade dos alimentos da merenda escolar. A primeira reunião da CPI está marcada para o próximo dia 15 e há a possibilidade de troca de provas e informações colhidas pelas duas frentes de investigação.
As denúncias de irregularidades na merenda escolar de Limeira também motivaram a abertura de uma CPI durante o mandato de Sílvio Félix, que foi cassado no começo do ano por quebra de decoro e fraudes na administração municipal.
