Durante a manhã desta segunda-feira, cerca de 500 servidores municipais se concentraram nas escadarias da Prefeitura de Campinas. No terceiro dia, sendo o primeiro dia útil, de greve, o reflexo para a população foi sentido no trânsito do cambuí e centro da cidade. Mesmo com chuva, os servidores saíram em passeata pelo quarteirão da Rua Barreto Leme, e avenidas Júlio de Mesquita, Benjamim Constant e Anchieta. A categoria reivindica 13,6% de reajuste. A prefeitura só oferece a reposição inflacionária, de 4,67%. Um valor maior iria ferir a lei eleitoral, de acordo com o Prefeito de Campinas, Pedro Serafim, que manisfestou a intenção de entrar na Justiça contra a greve.
Já o diretor do Sindicato dos Servidores de Campinas, Marionaldo Maciel, afirma que a greve é legal e legítima, por ser período de data-base e campanha salarial. Alega ainda que além da reposição da inflação, a categoria tem direito à reposição de perdas salariais que ficaram pendentes em anos anteriores. Para Serafim, a greve tem motivação política por estarmos em ano eleitoral. Um ponto de vista que foi rebatido por Marionaldo, que apesar de considerar a greve uma manifestação política legítima, não tem intenção partidária.
Além da questão salarial, a categoria reivindica reajuste de R$ 480 para R$ 622 reais no vale alimentação, estendido aos aposentados e pensionistas. Uma reunião de negociação está marcada para esta terça-feira, às 10h.
