No décimo dia da greve dos servidores públicos de Campinas (21/05), a prefeitura divulgou um balanço da paralisação. Na sexta feira quase 29% dos servidores municipais permaneciam em greve. O impacto maior continua na Educação, onde 62% da categoria aderiu ao movimento grevista. Na Saúde, o índice de paralisação é de quase 20%; na Fumec, 22% dos servidores estão parados; na Cultura e na Assistência o índice chega a 18%.
O Hospital Mário Gatti a paralisação de 57 servidores reflete no cancelamento de cirurgias eletivas. 93 procedimentos cirúrgicos já foram cancelados.
Nas secretarias de Segurança Pública, Urbanismo, Serviços Públicos e Recursos Humanos, há servidores em greve, porém não há prejuízo no atendimento à população.
A proposta apresentada pelo governo na última terça-feira, dia 15 de maio, foi de cerca de 5,4%, que seria o limite permitido pela Lei Eleitoral em ano de eleições.
Com o reajuste proposto, o impacto na folha de pagamento dos ativos e dos aposentados será de R$ 3,7 milhões/mês. No auxílio-alimentação, o impacto será de R$ 373 mil/mês.
A Administração reafirmou através de nota, o compromisso de manter abertas as negociações das pautas geral e específicas, onde são debatidos temas como condições de trabalho, licença prêmio, reposição de pessoal por meio de concurso, plano de cargos e avaliação de desempenho.
Nesta segunda-feira (21/05), há previsão de um ato público com os servidores, às 4 horas da tarde nas escadarias do Paço Municipal.
