A Prefeitura de Campinas irá recorrer dos dois casos em que o Tribunal de Justiça de São Paulo bloqueou recursos e nomeou um interventor para a cidade. Os despachos chegam há menos de um mês das eleições indiretas em que os vereadores elegeram Pedro Serafim para o cargo de prefeito após duas cassações. Com a decisão, se quiser o governador Geraldo Alckmin (PSDB) poderia nomear um mediador para assumir o cargo até que fosse feito o pagamento de uma indenização próxima dos R$ 300 mil a família da dona de casa Cristina Ferreira dos Santos. Ela ganhou na Justiça em primeira instância o direito ao dinheiro por que, em 1998, perdeu o marido em uma enchente do córrego Anhumas. O vigia Albertino da Silva Martiniano, de 32 anos, morreu após ser levado pela água da chuva. O homem chegou a retirar os três filhos da água antes de desaparecer. O secretário de assuntos jurídicos, Manoel Carlos Cardoso, garante que se ocorrer de ser nomeado o interventor só poderá atuar para o pagamento da dívida.
O Tribunal de Justiça também determinou o bloqueio de R$ 18,6 milhões da Prefeitura de Campinas. O motivo seria a falta de pagamento de ações de desapropriações, salários, pensões, indenizações e créditos tributários tanto da prefeitura quanto da Câmara de Vereadores. O secretário de Assuntos Jurídicos afirma que o valor desta dívida é menor, cerca de 400 milhões de reais. A administração também deve a fornecedores o valor de R$ 280 milhões do orçamento de 2011. Os problemas financeiros para Manoel Carlos são heranças deixadas pelo governo cassado. Após publicação em Diário Oficial o prazo para recurso é de cinco dias.
