O Tribunal de Justiça de São Paulo ajuizou medida cautelar para que o prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior, devolva aos servidores os salários descontados durante uma das maiores greves da categoria em abril de 2011. Foram 64 dias de greve com adesão inicial de dois mil funcionários. Cerca de mil e duzentos ficaram sem receber pelos dias parados e desde então o sindicato discute o caso na Justiça. Acusa o prefeito de ter feito o desconto sem ordem judicial. Pelas contas da entidade o prefeito terá que pagar no mínimo cerca de vinte milhões de reais. Mas, também cabe recurso a cautelar e decisão do grupo de desembargadores. Por isso, o diretor do sindicato Reginaldo Lopes, acredita que a decisão do Tribunal ainda não será a solução do impasse.
A Prefeitura de Paulínia também chegou a recorrer à Justiça quando através de uma liminar obrigou os funcionários públicos que estavam em greve, a voltar ao trabalho. Para o juiz substituto da 1ª Vara, Eduardo Bigolin, que concedeu a liminar na época, a paralisação dos servidores foi considerada abusiva por não respeitar os 30% de atendimento básico a serviços essenciais como segurança e saúde. A liminar dava prazos e até taxou uma multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato.
