Depois de mais de oito horas de depoimentos das testemunhas de acusação do caso Sanasa, os réus do processo deixaram o Ministério Público de Campinas sem fazer qualquer pronunciamento. Seis testemunhas foram ouvidas e outras seis acabaram dispensadas, entre elas Cintia Paranhos, que foi secretária do ex-prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos. Dos 16 réus convocados para acompanhar os depoimentos, três não compareceram. O ex-diretor da Sanasa, Aurélio Cance Júnior apresentou um atestado médico e os empresários Dalton e Pedro Halac, não foram encontrados pelos oficiais de justiça e não receberam a intimação. Os outros 13 réus do processo foram acompanhados por um batalhão formado por cerca de 30 advogados.
Sobre os depoimentos, pela primeira vez uma testemunha de acusação revelou qual era a hierarquia da quadrilha acusada de desviar dinheiro público da Sanasa. Segundo o agente da promotoria, Henrique Subi, a quadrilha era chefiada pela ex-primeira dama, Roseli Nassim Santos. O ex-diretor da Sanasa, Aurélio Cance Júnior, era o número dois na organização. Outro depoimento que chamou a atenção foi o do segurança Marcelo Teixeira, que prestou serviços para os acusados Emerson Geraldo de Oliveira e Maurício de Paula Manduca. Ele afirmou em depoimento que Emerson Geraldo de Oliveira chegou a encomendar o assassinato de seu cunhado, que estava preso.