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Mutuários de empreendimento embargado em Campinas reclamam de impasse

O embargo do empreendimento Ambiance III, no Jardim Miriam, em Campinas, tem tirado o sono dos mutuários. Cerca de 380 famílias seguem esperando a entrega dos apartamentos, prevista inicialmente para

O embargo do empreendimento Ambiance III, no Jardim Miriam, em Campinas, tem tirado o sono dos mutuários. Cerca de 380 famílias seguem esperando a entrega dos apartamentos, prevista inicialmente para julho de 2011. Com o atraso, muitas pessoas tiveram que mudar os planos. O fiscal sanitarista Leandro Ferreira, que investiu há cerca de três anos no empreendimento, precisou alterar a data de seu casamento. O problema, segundo os mutuários, não é somente o embargo, mas sim o desencontro das informações passadas pela construtora PDG, antiga Goldfarb.

De acordo com a mutuária Camile Gonçalves, mesmo com a informação de que um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, precisaria ser assinado, a empresa informa que os apartamentos serão entregues no final do mês.

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O TAC que envolve a construção do Ambiance III também está relacionado ao Ambiance IV, na mesma área. O Termo foi proposto pelo Ministério Público, que deve realizar um estudo sobre a área ocupada pelas obras. O documento deve levar em conta o impacto das construções não só no meio ambiente, como também na região – calculando, por exemplo, o fluxo de moradores. A partir do estudo, é que serão detalhadas as contrapartidas a serem acatadas pela empresa, como a construção de creches, escolas, postos de saúde e a ampliação de vias públicas e de redes de esgoto. Porém, somente com o depósito caução por parte da construtora é que as obras devem prosseguir. Diante do impasse, os mutuários prometem mobilização. Segundo Leandro Ferreira, um protesto deve acontecer em frente ao condomínio no início de setembro.

Em nota, a PDG informa que a dificuldade na finalização do documento acontece devido ao envolvimento de vários órgãos e empresas na elaboração, já que o estudo “abrange uma região muito grande, que se estende do Jardim Miriam até a Rodovia Dom Pedro I”. Além disso, o comunicado afirma que “a liberação do Habite-se para os condomínios do Ambiance 3 e 5 dependem da elaboração de um TAC que é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Campinas”. A Prefeitura, por sua vez, afirma que o responsável pelo Termo é o Ministério Público. O MP não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta reportagem.

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