A sócia-proprietária da Le Baron, empresa acusada de irregularidades na merenda escolar de Limeira, não prestou o depoimento mais esperado da CPI da Merenda Escolar. Renata Bortoletto Ribeiro alegou “motivo de força maior” para não comparecer nesta quarta-feira à 1ª. Reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a terceirização do serviço no município. O vereador Carlinhos Silva, membro da CPI, considerou que a ausência prejudicou o primeiro dia dos trabalhos. No entanto, ficou satisfeito por Renata ter se disponibilizado a depor a partir do dia 13 de agosto. A Secretária Municipal de Educação, Araciana Dalfré, foi ouvida e deu detalhes sobre a municipalização do serviço da merenda na cidade, que passou a funcionar na prática com as volta às aulas na cidade nesta quarta-feira. Uma decisão tomada por causa do rompimento no contrato com a Le Baron, acusada de irregularidades pelo Ministério Público na prestação do serviço terceirizado.
A secretária confirmou a abertura de concurso em agosto para a contratação de merendeiras e motoristas. Uma confirmação, conforme explica Carlinhos Silva, da decisão de manter o serviço sob responsabilidade da própria Prefeitura. Uma decisão que não agradou o Sindicato dos Trabalhadores em refeições de Campinas e Região. O assessor do Sintercamp, Carlos André Ferreira da Silva, afirma que a Prefeitura está penalizando todo um setor por causa de um fato isolado. A existência de comida imprópria para consumo servida na merenda escolar de Limeira, apontada pelo MP e por integrantes da CPI, foi confirmada através de um laudo do Instituto Adolfo Lutz.
