Um levantamento realizado pela Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo aponta que por dia cerca de 50 pessoas são atendidas em pronto socorros e ambulatórios públicos por engasgo ou aspiração de objeto estranho. Campinas está em terceiro lugar no Estado, com 1.680 casos registrados em 2011. Perdendo apenas para a Grande São Paulo, que teve 5.396 casos e São José do Rio Preto, com 3.789.
O Coordenador do Samu, José Roberto Hansen, explica que a situação é mais comum em crianças, mas ocorre muito com adultos também. Ele explica que o material mais perigoso é a bateria, por ser tóxica, e não deve ficar em local de acesso fácil da criança. No caso de outro materiais, Hansen orienta que não se tente tirar o objeto por conta própria, o que poderia piorar a situação.
No entanto, é ainda em casa que deve ser realizado o socorro, no caso de um engasgo grave, quando a pessoa não consegue respirar. Hansen explica que o procedimento não é fácil, necessitando que a vítima receba uma pressão firme muito forte no estômago imediatamente após engasgar para aproveitar que o ar ainda no estômago, expulse o objeto estranho, que pode até ser uma simples comida. Esse procedimento chamado Manobra de Heimlich, pode ser feito agarrando a pessoa pelas costas ou deitando-a no chão. Na internet é possível encontrar informações detalhadas sobre a manobra.