Cerca de 1,200 metalúrgicos estão neste momento reunidos no portão da Bosch para decidir se entram para o primeiro turno de serviço ou se vão engrossar o movimento de greve deflagrado na terça-feira, dia 11, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. De acordo com o sindicato da categoria cerca de 5,5 mil funcionários integram o quadro de funcionários da Bosch e 3,5 mil trabalhadores do primeiro turno podem paralisar as atividades por um período de 24 horas.
Uma assembleia que deve ocorrer nesta quarta-feira, às 8h30, no portão da empresa, irá determinar os rumos do movimento.O Grupo Bosch é um líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços. Em 2011, com cerca de 300 mil trabalhadores, faturou de 51,5 bilhões de euros nos setores de tecnologia automotiva, tecnologia industrial, bens de consumo e tecnologia de construção.
O Grupo Bosch também tem mais de 350 subsidiárias e empresas regionais presentes em mais de 60 países, incluindo os representantes de vendas e serviços, presentes em aproximadamente 150 países. No Brasil, o grupo Bosch está presente desde 1954 e atualmente emprega 11 mil trabalhadores.
RETORNO AO TRABALHO – Em assembleia realizada nesta terça-feira (18), os trabalhadores na Honda, em Sumaré, aprovaram o acordo salarial de 9%, sendo 5,39% de INPC mais 3,43% de ganho real. No acordo também ficou garantido pagamento de abono de R$ 3.400,00.
Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, Eliezer Mariano da Cunha, acordo fechado pelos trabalhadores na Honda é o maior em ganhos reais entre montadoras do país.
O MOVIMENTO – A data base dos metalúrgicos é 1ºsetembro e desde o dia 10 os trabalhadores estão em campanha salaria na região de Campinas. Na segunda-feira passada os funcionários das montadoras Honda, Toyota e Mercedes Benz pararam as atividades por duas horas. Um dia depois, na terça, foram os metalúrgicos da Maxion, Mabe e Cabe, empresas instaladas no complexo industrial de Hortolândia, que cruzaram os braços por 24 horas.