Apesar das campanhas de conscientização sobre a importância da doação de orgãos e tecidos, a negação das famílias continua sendo um dos principais problemas dos departamentos de captação. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no primeiro semestre deste ano, 341 famílias de potenciais doadores negaram as solicitações. Pelo que rege a legislação, a família é a detentora do corpo.
Na Unicamp é mantida a Organização de Procura de Orgãos, que trabalha na busca por potenciais doadores na região metropolitana é outras regiões do estado de São Paulo. Segundo o coordenador do departamento, Luiz Antônio Sardinha , cada potencial doador pode tem condições de doar pelo menos oito orgãos, porém ele tem que deixar claro a sua intenção para a família, pois um dos grandes problemas atualmente é justamente a rejeição familiar. De acordo com Luiz Antônio Sardinha, a média de rejeição no Brasil é de 40%. Na região centro-oeste, o índice é ainda maior e supera a casa dos 60%.
No Estado de São Paulo, o problema existe , porém com um grau menos elevado, o que o coloca na comparação com países do primeiro mundo como a França. Em Campinas, além do HC da Unicamp, o Hospital da PUC e o Vera Cruz estão creditados a realizar as cirurgias de transplantes de orgão e tecidos. Recentemente, a Unicamp ganhou o prêmio de destaque de transplante no Estado de São Paulo em três categorias, fígado, rim e coração.