As cidades de Campinas, Paulínia, Valinhos e Vinhedo aparecem no levantamento da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, Seade. Estão entre as 11 do Estado de São Paulo que tem mais domicílios de classe alta do que média. A faixa de renda usada como princípio para critério é de R$ 291 para média e R$ 1.019 para alta. Valores considerados baixos pela Professora do Núcleo de Estudos de Políticas públicas da Unicamp, Ana Maria Medeiros Fonseca.
A economista comparou os dados da Fundação com a pesquisa brasileira de orçamentos familiares. Pela da Seade, Campinas tem mais de 40% das famílias na classe média. Seriam 141 mil. Já na alta 159 mil. Segundo ela ainda, considerando a renda apesar de baixa usada pela Fundação para o estudo, os valores na Região Metropolitana de Campinas teriam forte influência do programa do Governo Federal Bolsa Família. São 58 mil famílias na região, 27 mil no município gerando pagamento total de 62 milhões de reais.
Ana Maria salienta a disparidade com a quantidade de pessoas vivendo na extrema pobreza. Em Campinas mais de 20 mil famílias. No município foram pesquisados 348 mil 186 domicílios.
