Em Campinas, 257 mil eleitores deixaram de votar em um dos sete candidatos a prefeitura. 153 mil não foram as urnas e 104 mil anularam ou votaram em branco. Em termos percentuais 32% deixaram de votar. Para o professor de ética e filosofia da Unicamp, Roberto Romano, o grande número de eleitores que deixou de votar, no último domingo, surpreendeu. A situação, em sua opinião, preocupa, pois pode representar uma doença política que tornaria o estado brasileiro inviável. Para ele a rejeição nas urnas é um recado para os eleitos de que o eleitorado não está satisfeito com a situação.
Na opinião do cientista político, Valeriano Costa, dentro do processo democrático o índice de abstenção nas eleições municipais não foi assustador. Ele lembra que nos países onde o voto não é obrigatório, como Estados Unidos e países da europa, historicamente 40% da população ficam longe das urnas. Para ele, o índice que deixou de ir às urnas em Campinas já era esperado, pois o eleitorado se demonstrava insatisfeito e descrente com os políticos no período pós crise política na cidade.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, mais de 22,6 milhões de eleitores deixaram de votar na eleições municipais em todo o país.
