Os 20 mil 385 votos nas eleições de domingo para Edson Moura Filho ainda geram polêmica em Paulínia, cidade há 25 kms de distância de Campinas. Eleito com 41,01% dos votos o rapaz de 35 anos só entrou para a disputa oficialmente na última hora do último dia do prazo dado pela Justiça Eleitoral, a um dia da eleição. Representante do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral no município, Daniel Messias, diz que o grupo não é contra a democracia, nem ao processo eleitoral, mas acha que a troca deveria ter sido feita com maior tempo para o eleitor ter certeza em quem estava votando. Messias acha que o pai Edson Moura ludibriou os eleitores.
Edson Moura do PMDB já foi prefeito de Paulínia por quatro vezes. Teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), por causa de duas condenações por improbidade administrativa. Em uma delas contratou a cantora Ivete Sangalo e a banda dela para inaugurar uma rodoviária-shopping construída na gestão dele. O político recorre ao processo na Justiça. Segundo ele o julgamento não aconteceu a tempo e não queria correr o risco do segundo colocado nas eleições assumir a prefeitura. O concorrente direto dele era o atual prefeito José Pavan do PSB. O segundo colocado nas urnas foi o próprio Pavan que teve 17 mil 393 votos, somando 34,9% do total.
