A Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos assumiu nesta quarta-feira (14/11) a operação do Aeroporto Internacional de Campinas. O início da nova etapa da transição foi selado durante uma cerimônia realizada no terminal.
Durante o evento, foi assinada uma ata de transferência de comando entre a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária e a concessionária. Com isso, nos próximos 90 dias a operação de Viracopos será assistida pela Infraero antes da transmissão total, prevista para fevereiro de 2012.
A troca no comando do aeroporto acontece um mês depois do incidente que fechou o terminal por cerca de 45 horas, quando um avião de cargas da empresa Centurion teve problemas no pneu durante a aterrissagem.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Concessionária Aeroportos Brasil, João Santana, o fato registrado no mês de outubro serviu como experiência. De acordo com ele, um novo plano de contingência foi montado para evitar problemas deste tipo e o equipamento específico para retirada deve ser comprado.
Um dia antes de a concessionária assumir a operação do Aeroporto de Viracopos, o Comitê contra Privatização da Infraero realizou um protesto contra a concessão. Para os manifestantes, cerca de 800 funcionários públicos devem perder o emprego nos próximos três meses.
De acordo com eles, a substituição seria feita por profissionais de outra categoria, com condições inferiores de trabalho. Mas, segundo o presidente do Conselho de Administração da Concessionária, João Santana, parte dos funcionários da estatal serão convidados para trabalhar com a nova operadora.
Os investimentos previstos para Viracopos ao longo dos 30 anos de concessão estão estimados em R$9,5 bilhões em obas de ampliação e modernização. Além do novo terminal de passageiros, as pistas de taxiamento de aviões devem ser ampliadas e 28 pontes de embarque, um edifício-garagem com 4 mil vagas para veículos e sete novas posições remotas para estacionamento de aeronaves devem ser entregues.
Já sobre a segurança do local, João Santana disse que a questão será reavaliada pela concessionária e que empresas serão contratadas para executar o serviço. Segundo o presidente do conselho da concessionária, o caso recente de roubo de uma carga de eletrônicos avaliada em quase 4 milhões de reais foi um caso específico, pois o depósito da empresa aérea TAM, onde estavam os produtos, ficava fora do sítio aeroportuário.