No dia seguinte à onda de medo que tomou conta da região de Campinas, os moradores do bairro de Sumaré mais afetado pelos boatos retomaram a rotina nesta terça-feira (13/11). Pelas ruas do Jardim Bom Retiro, os estabelecimentos que estiveram fechados durante parte da segunda-feira temendo represália do crime organizado voltaram a abrir normalmente pela manhã e a circulação de pessoas era grande.
Um dos comerciantes do bairro, que não quis se identificar, disse que não ouviu nenhuma ameaça direta, mas que preferiu não arriscar e fez o mesmo que as lojas, farmácias e postos de gasolina do local. Segundo ele, o fechamento do comércio nesta segunda-feira aconteceu por causa da insegurança habitual da população. Já o proprietário de outro estabelecimento que funciona na mesma rua optou por não fechar o local enquanto os boatos circulavam pela vizinhança.
Além dos estabelecimentos comerciais, as aulas na Escola Municipal de Ensino Fundamental Anália de Oliveira Nascimento, também localizada no bairro Bom Retiro, transcorreram normalmente.
Durante a segunda-feira, mesmo informando que o problema se deu devido a um trote e que a ação do suspeito que espalhou o alerta não teria ligação com alguma facção criminosa, a Polícia Militar adotou o procedimento padrão para garantir a segurança dos moradores. Na manhã desta terça-feira, o patrulhamento continuou pelo bairro. Várias viaturas circularam pelo local e policiais percorreram as ruas a pé.
De acordo com o Capitão Silvio, do 48º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela região de Sumaré, a presença da PM nas ruas faz parte de uma operação que visa devolver a sensação de segurança à população. Ainda segundo o Capitão Silvio da Polícia Militar, não houve nenhum registro de ataques, ou crimes em toda a região, mas a situação se agravou devido ao pânico gerado por falsas informações:
Em casos como esse, de acordo com o capitão, a população deve procurar a Polícia Militar para se informar sobre possíveis ameaças. Os números indicados são o 190 para casos de emergência e o 181, que funciona como disque-denúncia.