Após inquérito do Ministério Público sobre supostas irregularidades em licitações no transporte público de Valinhos, a assessoria de Imprensa do prefeito de Marcos José da Silva informou através de nota que a prefeitura tem tomado providências desde o início da administração em relação ao processo licitatório para a concessão do serviço público. De acordo com a nota, a prefeitura aguardava a abertura do processo pela EMTU, para que não houvesse a quebra do sistema atual implantado pelo Município. Esse sistema prevê uma tarifa única no transporte municipal e também entre Valinhos e Campinas.
Sobre a ação do MP, a prefeitura questiona o fato de apenas o prefeito Marcos ser citado, já que a irregularidade vem desde 1989, sendo que neste período outros dois prefeitos estiveram na administração na cidade, mas não aparecem no inquérito. A prefeitura destaca ainda que o serviço de transportes coletivo foi prestado adequadamente, com o valor da tarifa condizente.
No inquérito civil divulgado na semana passada, o MP apurou que em 1982 o serviço público de transporte coletivo em Valinhos passou a ser explorado por pela empresa Rápido Luxo, que recebeu a permissão de prestação de serviço, sem previsão de renovação. No entanto, em 1989 foi regulamentada a prestação de serviço na área de transporte com a modalidade de auto-ônibus, sendo que segundo investigações do MP, como o termo de permissão foi concedido antes da regulamentação, depois da norma, a prestação de serviço foi irregular, O MP pede a nulidade dos termos de permissão e a condenação da prefeitura e do prefeito por improbidade administrativa.
