Um estudo inédito com 1.500 pacientes identificou que em oito por cento dos casos houve alteração no código de um dos genes mais importantes para o bom funcionamento do sistema cardiovascular. A alteração impede que o gene faça a função normal, que é de dilatar veias e artérias. O resultado vem para confirmar que as doenças do coração são genéticas. Doutor em biologia funcional e molecular pelo IB/InCor, formado pela Unicamp em Educação Física, o pesquisador Rodrigo Gonçalves Dias comenta que o estudo não pode afirmar ainda se será possível verificar em crianças a mutação do gene para prevenção. Existe apenas uma hipótese de que esta mutação poderá desenvolver doenças.
O médico adianta que houve uma conclusão sobre o gene, a importância dele e a mutação, mas é preciso analisar todos os genes para um diagnóstico genético do genoma humano. Esta é a atual etapa do trabalho de pesquisa que existe desde 2006. A única linha incontestável diz Rodrigo Dias é que agora o bem do exercício ao ser humano tem diagnostico molecular.
Os testes foram feitos em pessoas saudáveis. O pesquisador por causa desta tese sobre o gene mutante foi um dos ganhadores do Prêmio Jovem Cientista, na categoria graduado, escolhida como a melhor pesquisa apresentada no Congresso Brasileiro de Cardiologia e integrante de um dos maiores congressos nos Estados Unidos em 2012. E apesar dos convites para terminar o trabalho em universidades da Califórnia e de Illinois, optou por ficar no Brasil para concluir o mapa genético.
