Depois de um ano no poder, Pedro Serafim deixou a prefeitura de Campinas e reconheceu que não alcançou todos os objetivos traçados, principalmente na área de saúde. O pedetista assumiu a chefia do executivo através de uma eleição indireta realizada no fim de 2011, depois das cassações dos ex-prefeitos Hélio de Oliveira Santos e Demétrio Vilagra. Serafim tentou a reeleição em 2012, mas foi derrotado ainda no primeiro turno.
O ex-prefeito enfrentou uma grave crise no sistema de saúde pública, quando a justiça determinou que mais de 1.200 servidores fossem demitidos. Os trabalhadores foram contratados pelo Serviço Social Cândido Ferreira, mas exerciam funções em vários departamentos da secretaria de saúde. A situação se agravou quando iniciou o período eleitoral, impossibilitando a realização de concurso público para a reposição do quadro de funcionários. A prefeitura teve que pedir intervenção judicial para manter os trabalhadores no cargo, assinando um Termo de Ajustamento de Conduta, que prorrogou o contrato dos servidores até março de 2013. Além disso, Pedro Serafim conviveu com as constantes cobranças sobre a situação do Hospital Ouro Verde, o atendimento nas unidades de saúde e também com a falta de medicamentos nas farmácias populares.
Pedro Serafim disse ainda que quando assumiu o poder, a prefeitura estava em um verdadeiro caos financeiro e administrativo. Ele comemora o resultado do trabalho feito para a recuperação das finanças do município e afirma que entrega o cargo a Jonas Donizette numa situação bem melhor do que estava no final de 2011.
