As cargas de eletrônicos representam 28% do montante roubado no estado de São Paulo, segundo o Sindicato Estadual das Empresas de Transporte de Cargas. De acordo com o levantamento, os crimes contra carregamentos deste tipo só ficam atrás dos assaltos a caminhões de alimentos.
No último final de semana, pelo menos 30 homens invadiram um centro logístico no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro, em Campinas, de onde levaram tablets e smartphones. Durante a ação, oito carros e dez caminhões foram usados para roubar e vigias e funcionários forem feitos reféns.
Para evitar essas ocorrências, as empresas de transporte de carga são orientadas a evitar a adoção de uma rotina de horários e rotas. Segundo o assessor do sindicato, Paulo Roberto Souza, o controle rígido das informações internas é importante, assim como a divisão da mercadoria em veículos diferentes. A medida, no entanto, é difícil de ser adotada devido ao alto custo.
Além disso, Paulo Roberto de Souza afirma que a orientação aos motoristas é de nunca reagir diante da abordagem criminosa. De acordo com o assessor do sindicato das empresas transportadoras, a troca de informações com as autoridades também contribui para o aumento da segurança. Mas para os caminhoneiros, o policiamento é insuficiente nas estradas.
Em outubro de 2012, uma carga de iPhones e iPads avaliada em quase quatro milhões de reais foi roubada no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Segundo a polícia, cinco homens armados com pistolas e metralhadoras renderam 10 pessoas durante a ação e fugiram levando os produtos e também os equipamentos de monitoramento do local. Após o crime, toda a segurança do aeroporto foi reforçada.
