A comissão formada pela vigilância sanitária, secretaria de saúde e polícia civil de Campinas ainda não sabe qual foi a causa da morte de três pacientes que fizeram um exame de ressonância magnética no Hospital Vera Cruz. Até agora, nenhuma hipótese foi descartada, mas já é possível afirmar que as mortes não foram causadas por bactérias, vírus ou fungos. A partir de agora, a comissão vai aguardar o resultado dos laudos dos exames que estão sendo realizados nas amostras recolhidas das vítimas.
O secretário de saúde de Campinas, Carmino de Souza, afirmou que as três vítimas apresentaram alteração no nível de glóbulos brancos e plaquetas, mas que isso não seria suficiente para causar os óbitos. Segundo ele, o mais provável é que as mortes foram causadas por um agente químico, mas ainda é impossível especificar as características dele e como o produto foi injetado nos pacientes.
As investigações desenvolvidas pela Polícia Civil também não descartam nenhuma hipótese, nem mesmo a de crime. De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Carlos Fernandes da Silva, será necessário aguardar os resultados dos laudos para prosseguir com as investigações. As salas utilizadas pelos três pacientes e os locais onde os exames foram realizados estão interditadas e com acesso restrito. O delegado José Carlos Fernandes da Silva, afirmou que vai realizar uma reconstituição no local, mas ainda não determinou quando isso vai acontecer. A reconstituição será feita diante da dificuldade de rastrear todos os passos que as vítimas deram dentro do hospital, quando foram fazer o exame.
Segundo informações do Instituto Médico Legal de Campinas, a conclusão das análises deve ser divulgada entre 15 e 30 dias.
