Depois da denúncia das mortes de nove pacientes após o procedimento de hemodiálise na clínica Thompson em Indaiatuba, o diretor do local, Carlos Machado, afirmou que problemas internos motivaram profissionais do estabelecimento, inclusive médicos, a fazer o alarme dos óbitos na mídia. Apesar do número de mortes ser maior do que o comum mensalmente, ele acredita em retaliação por parte de ex-funcionários .A média de óbitos mensal é de um ou dois casos. No mês de janeiro deste ano, foram cinco mortes. Em fevereiro, quatro.
Apesar dos números, Machado fala que alguns profissionais foram maldosos e por isso, foram afastados dos trabalhos.
Sobre o aumento dos números de pacientes que morreram no início deste ano, explica que essas pessoas já vinham fazendo tratamento há alguns anos. As causas foram diferentes: pneumonia, impossibilidade de continuar o tratamento, diabetes, infecções pulmonares, infarto e até indisciplina. Um dos pacientes era morador de rua e não ia ao local com regularidade. Outro era portador de síndrome de Down. A idade variava de 50 à 80 anos.
Carlos Machado fala ainda que o calor dos dois primeiros meses deste ano pode ser umas das causas. Com isso, ele descarta risco de contaminação na clínica e reforça que a população deve se tranquilizar, pois as mortes foram investigadas e as causas estão dentro do previsto para pacientes com insuficiência renal.
A clínica Thompson faz cerca de 100 sessões de hemodiálise diariamente e funciona como clínica regional desde 1994, com 95% dos atendimentos sendo feitos através do SUS. O estabelecimento destaca que os equipamentos são de alta qualidade e não haveria chances de contaminação já que há manutenção e fiscalizações regularmente.
A Clínica Thompson não suspendeu as atividades e funciona normalmente. A Vigilância em Saúde de Indaiatuba participou das investigações do caso. Até o fechamento desta matéria a prefeitura não havia se manifestado oficialmente.
