O laboratório que será construído em Campinas terá três mil metros quadrados e custará R$50 milhões. Pela primeira vez Embrapa e Unicamp trocam conhecimento em um mesmo projeto. O acordo cria a Unidade Mista de Pesquisa em Genômica Aplicada a Mudanças Climáticas. Antes do laboratório ficar pronto os pesquisadores já trabalham em experimentos em áreas como genômica e bioinformática. Ao todo a equipe poderá contar com 60 a 70 profissionais de diversas áreas. Os estudos são para identificar genes que possam ser usados para deixar plantas mais resistentes as mudanças climáticas como o aquecimento, escassez de água, aumento da temperatura e elevação do nível de dióxido de carbono na atmosfera.
O Pesquisador da Embrapa Informática/Agropecuária e membro do comitê gestor do projeto, Michel Yamagishi, conta que no início os estudos estão ligados a conhecer genes e introduzi-los em plantas. O maior desafio do laboratório será a competição com as multinacionais de biotecnologia que investem milhões de dólares e conseguem a chamada estrutura de pipeline – uma linha de produção contínua e ininterrupta entre descoberta de genes e a prova de conceito pra saber se a planta-modelo funciona ou não. Os produtores no Brasil ainda precisam lidar com a redução nas culturas mais importantes para o país, como milho, soja e algodão.
Brasil foi o segundo país do mundo em área plantada de lavouras geneticamente modificadas em 2011, atrás apenas dos Estados Unidos. Em relação a 2010, o crescimento da área plantada brasileira foi de quase 20%. Apenas no cultivo de milho transgênico foram 9,1 milhões de hectares. A previsão segundo consultoria Céleres do Jornal Valor Econômico a área plantada deve crescer 12,3% até o final do ano.
