O vereador Rafa Zimbaldi negou que o pedido de exoneração do ex-secretário de Cidadania, Assistência e Inclusão Social, Carlos Roberto Cecílio, tenha alguma relação com a polêmica envolvendo a compra dos kits escolares. Cecílio, que no ano passado era secretário de educação do então prefeito Pedro Serafim, gastou R$ 10,9 milhões em kits escolares e equipamentos de reciclagem na gestão anterior, sem realizar licitação.
A compra foi feita no final de dezembro, faltando poucos dias para o fim da gestão. A indicação do nome de Carlos Roberto Cecílio para a pasta de Cidadania, Assistência e Inclusão Social partiu do Partido Progressista de Rafa Zimbaldi, que é o líder de governo na câmara de Campinas. Segundo ele, o ex-secretário do governo Jonas Donizette alegou problemas particulares para pedir o afastamento e por isso acredita que a questão dos kits não teve interferência na decisão de Cecílio. Rafa Zimbaldi afirmou ainda as investigações não apontaram irregularidades na compra do material escolar.
O prefeito Jonas Donizette nomeou a procuradora Kelly Ribas Machado, servidora de carreira da Prefeitura há 11 anos, para exercer interinamente a função. De acordo com Rafa Zimbaldi, o PP foi consultado sobre a nomeação da substituta de Cecílio na secretaria de Cidadania, Assistência e Inclusão Social. A polêmica sobre a compra dos kits escolares teve início na primeira sessão da Câmara deste ano. A compra, feita sem licitação, foi homologada no dia 13 de dezembro do ano passado.
