Uma fiscalização realizada nos 17 clubes oficialmente registrados na Prefeitura de Campinas apontou apenas seis em condições de receber sócios e promover eventos. O objetivo principal foi avaliar se esses locais estão preparados para a programação de carnaval. Essa vistoria é rotina nesse período. No entanto, o Diretor de Controle Urbano da Prefeitura, Moacir Martins, admite que a tragédia que matou centenas de pessoas no incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, motiva o aumento do rigor na fiscalização. Os clubes aprovados sem ressalvas no momento da fiscalização foram o Clube Rhodia de Barão Geraldo, o Regatas, o Tênis Clube, o Ginásio do Guarani, o Círculo Militar e o Clube Fonte São Paulo. Alguns apresentaram ressalvas e foram intimados a atualizarem laudos, como a Sociedade Hípica e a Associação Atlética Ponte Preta. Nos dois casos, as exigências foram atendidas no dia seguinte e os clubes já foram liberados para funcionamento normal. As irregularidades estão principalmente nos alvarás de funcionamento e em equipamentos de prevenção de incêndio. Moacir afirma que a fiscalização não apontou problemas na estrutura dos prédios, como saídas de emergência, por exemplo. Os clubes intimados a interromperem as atividades por problemas nos alvarás são Associação Atlética do Banco do Brasil, Abresc, Andorinha Parque, Clube Concórdia, Nipo Campinas. O Clube Semanal de Cultura Artística não permitiu a vistoria e foi intimado a interromper as atividades. Já o Clube Bonfim também apresentou irregularidade no alvará, mas a diretoria do clube informou que vai regularizar a situação a tempo de manter a programação de carnaval.
