O julgamento do mensalão pode ser apontado como um exemplo de como o judiciário deve proceder diante de escândalos administrativos envolvendo agentes públicos, como por exemplo, o Caso Sanasa, onde parte dos 22 acusados de corrupção em Campinas participava do governo municipal. A afirmação é do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que esteve em Campinas nesta terça-feira participando de um simpósio sobre gestão pública.
O mensalão foi um esquema de compra de votos no Congresso Nacional durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O supremo condenou 25 dos 38 réus do processo, entre eles, o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o deputado federal José Genoíno. Em Campinas, o escândalo de desvio de dinheiro público envolveu 22 pessoas, entre elas secretários do primeiro escalão do então prefeito Hélio de Oliveira Santos, que acabou cassado. O julgamento do Caso Sanasa já está na fase final, onde os réus estão sendo indagados pela promotoria e pela defesa.
De acordo com o Ministro do STF, Gilmar Mendes, o resultado do julgamento do mensalão deu uma satisfação à população brasileira e mostrou que mesmo tendo cargos no governo, grande parte dos réus foi condenada. O ministro Gilmar Mendes evita fazer algum prognóstico sobre as consequências do julgamento do mensalão, mas ele acredita que a cultura do meio jurídico sofreu alguma mudança. Em palestra, o Ministro Gilmar Mendes, debateu a nova administração pública e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O simpósio, realizado em Campinas, reuniu especialistas em gestão pública.
