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Com mortalidade em queda, tratamento de câncer em Campinas ainda tem sobrecarga

Segundo números de IBGE, a taxa de mortalidade por câncer diminuiu nos últimos 10 anos, principalmente na faixa etária entre zero e 39 anos. A medição foi feita através dos

Segundo números de IBGE, a taxa de mortalidade por câncer diminuiu nos últimos 10 anos, principalmente na faixa etária entre zero e 39 anos. A medição foi feita através dos Censos 2000 e de 2010. O índice de cura atualmente é de 70% dos casos. Entre os motivos que contribuíram para o sucesso dos tratamentos está a maior conscientização das pessoas em relação à doença e o desenvolvimento de tecnologias. No primeiro, se torna possível o diagnóstico precoce. O avanço na medicina proporciona tratamentos menos agressivos às células normais, além de maior eficácia contra a doença;

Apesar desta maior conscientização e avanço na medicina, o médico oncologista, Fernando Medina comenta que o problema é ainda a demora para se iniciar o tratamento. Na região de Campinas, ele alerta para as dificuldades principalmente na área de cirurgia e radioterapia. Medina destaca que tempo nos casos de câncer é algo muito importante. Desta forma, o diagnóstico precoce só resolve quando o tratamento também se inicia com rapidez.

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O Secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, disse que de fato há uma sobrecarga nos tratamentos oncológicos, até pelo fato de a cidade atender de forma regional. No entanto segundo ele, 96% dos pacientes recebem tratamento pela rede pública e não há evasão. No longo prazo, ele diz que já se pretende retomar um projeto com Ministério da Saúde, para a construção de um hospital voltado para pacientes com a doença.

O projeto já está pronto e deve custar R$ 36 milhões. Segundo Cármino, o próprio Ministério da Saúde disponibilizou R$ 18 milhões. O Governo Estadual, em um primeiro momento, sinalizou o pagamento de 20% do custo. Também há possibilidade de financiamento pelo BNDES. Apesar do secretário falar da viabilidade do projeto, não há um prazo.

O câncer, segundo o último relatório da Secretaria de Saúde de Campinas, é a segunda doença que mais mata no município. A primeira está relacionada a problemas no coração.

 

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