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Caso Sanasa retorna com expectativa do depoimento de Rosely

O juiz da Terceira Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, determinou o bloqueio dos bens de seis réus do caso Sanasa. A medida atinge o prefeito cassado Demétrio Vilagra,

O juiz da Terceira Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, determinou o bloqueio dos bens de seis réus do caso Sanasa. A medida atinge o prefeito cassado Demétrio Vilagra, os ex-secretários Francisco de Lagos e Carlos Henrique Pinto, a ex- primeira dama Rosely Nassim, o ex diretor de Planejamento Ricardo Cândia e o ex-diretor da Sanasa, Aurélio Cance Júnior. Estão indisponíveis 63 imóveis, 55 veículos e 8 empresas, que não podem ser negociados como garantia, em caso de condenação. Todos integravam o governo do prefeito cassado Dr. Hélio e podem recorrer.

Audiência

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O julgamento do Caso Sanasa será retomado nesta segunda-feira, dia primeiro de abril, quando a ex-primeira dama Rosely Nassim Jorge Santos, apontada pelo Ministério Público como a chefe do esquema de desvio de verba pública, deverá prestar depoimento. Dos 22 réus, 12 já foram convocados, sendo que cinco deles exerceram o direito de permanecer em silêncio.Do primeiro escalão do governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos, apenas o ex-secretário de negócios jurídicos e segurança pública, Carlos Henrique Pinto, prestou depoimento e negou todas as acusações. A expectativa é de que além de Rosely, o ex-secretário de comunicação, Francisco de Lagos também responda ao interrogatório no judiciário. Outro nome importante no processo e que ainda não falou é do ex-diretor da Sanasa, Aurélio Cance Júnior.

De acordo com o promotor Amauri Silveira Filho, os depoimentos que os réus prestaram até agora, apenas reforçou a convicção do Ministério Público sobre a condenação dos envolvidos. Amauri Silveira Filho afirma estar tranquilo com o andamento do julgamento, uma vez que, segundo ele, tudo está dentro da normalidade.

O delator do esquema, o ex-presidente da Sanasa, Luis Aquino, foi o primeiro réu a depor no julgamento, no dia 23 de novembro do ano passado. Depois os empresários Alfredo e Augusto Antunes, pai e filho donos de uma empresa que prestavam serviços para a Sanasa também foram ouvidos. No dia 21 de março, além de Carlos Henrique Pinto, a justiça ouviu os empresários Dalton Avancini, Pedro Halac, Luis Arnaldo Mayer, João Pereira Júnior, Gabriel Gutierrez e João Gutierrez e também o promotor de eventos Ivan Goreti. Todos eles negaram as acusações. Os empresários Valdir Boscato, Gregório Wanderlei e José Carlos Cepera e os lobistas Maurício Manduca e Émerson Geraldo de Oliveira, exerceram o direito de permanecer em silêncio. O julgamento será retomado nessa segunda-feira, a partir das 14 horas, na vara criminal da Cidade Judiciária.

 

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