Um ofício que tramita na Câmara de Campinas pede a volta do vale-refeição no valor de R$ 921,60 por mês para 350 assessores parlamentares. Em 2005, o benefício foi suspenso por mau uso e o valor foi incorporado à verba de gabinete dos vereadores. Se for aprovada a volta do vale-refeição, a despesa da Câmara vai aumentar pouco mais de R$ 4 milhões por ano. A autoria do ofício é do vereador Paulo Galtério, que justifica a medida como uma adequação no pagamento dos servidores, já que 57 ganham o benefício e 350 não. Segundo ele, os assessores que não recebem o vale-refeição poderiam entrar na justiça e pedir o pagamento referente aos últimos cinco anos, o que poderia onerar ainda mais os cofres públicos.
O cientista político Pedro Rocha Lemos não aprova a medida, uma vez que desde a suspensão do benefício em 2005, os vereadores contam com o valor incorporado à verba de gabinete. Ele afirma que a situação dá a entender que os parlamentares estão preocupados com os problemas internos da Câmara e deixam de dar espaço para os assuntos de interesse da sociedade.
A medida não foi bem vista pela população de Campinas, já que a grande maioria dos trabalhadores não conta com esse tipo de benefício. O comerciante Adolfo Antonelli acredita que os benefícios concedidos aos parlamentares deveriam ser exatamente os mesmo que são dados aos trabalhadores comuns. A artesã Selma Ferreira também é contrária a medida e afirma que nenhum trabalhador recebe tantos benefícios como esse.
O vereador Paulo Galtério informou que não há prazos determinados para a tramitação do ofício na Câmara.
