Os atropelamentos são as principais causas de mortes nas rodovias Anhanguera e Bandeirantes desde 1998, quando a Concessionária Autoban assumiu o sistema. Nos três primeiros meses deste ano, as rodovias já registraram 31 ocorrências. Um aumento de cerca de 10% se comparado ao mesmo período de 2012. O coordenador de tráfego, Pedro Santos, comenta que estes acidentes tem causas diversas que vão desde a responsabilidade dos pedestres e motoristas, até as condições de infraestrutura e localização das vias. Segundo um levantamento, em 64% dos casos há imprudência.
Por causa destas ocorrências, em 2012, a Autoban realizou seis campanhas de conscientização dos pedestres. Neste ano, outras ações também serão voltadas para estas pessoas.
Os atropelamentos também são uma preocupação da Rota das Bandeiras que administra o Corredor Dom Pedro. Em 2012, 67 pessoas foram atropeladas, sendo que 25 morreram. Nos três primeiros meses deste ano, já foram cinco mortes.
O Gestor de Responsabilidade Social da Concessionária, Adherbal Vieira da Silva, comenta que os acidentes acontecem principalmente em áreas de perímetro urbano, tanto na Rodovia Dom Pedro I como na Professor Zeferino Vaz (SP-332). Nas cidades menores, a travessia de pedestres fora do local adequado é ainda mais constante.
A Rota das Bandeiras realiza regularmente a Campanha “Por Cima do Risco” para conscientizar a população da importância de se usar passarelas. Outra medida é a instalação de novos locais para a travessia.
Ainda na região de Campinas, a Concessionária Renovias, que administra a Rodovia Ademar de Barros (SP-340), informou que nos três primeiros meses deste ano, houve o registro de dois atropelamentos. No ano passado, no mesmo período, foram quatro. A Concessionária Colinas responsável pela Rodovia Santos Dumont não enviou dados de casos de atropelamentos, até o fechamento desta matéria.
