O delegado titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Campinas, a DISE, Oswaldo Diez, considera a internação compulsória anunciada para Campinas como uma alternativa para casos extremos. A atividade faz parte do programa de enfrentamento ao crack anunciado pelo governador de SP e inclui atendimento aos dependentes químicos e familiares, com avaliação de profissionais da área de saúde e também com do plantão judicial para autorizar as internações involuntárias a exemplo da ação feita na capital, SP.
Mas, o delegado não deixou de apontar as falhas no sistema de saúde, judicial e público sobre o tema ao dizer que a explosão dos casos é resultado de uma sucessão de ausências. E reclamou do fato da polícia ter sido o principal alvo das críticas ao problema nos últimos anos.
Estudo da Frente Parlamentar de Combate ao Crack mostra que depois do álcool o crack é a droga mais presente nos atendimentos públicos de saúde em Campinas. Sobre o índice de reincidência dos dependentes, o levantamento aponta que em metade dos casos a pessoa retorna para as drogas.
