Famílias que ocuparam um condomínio em construção no bairro San Martin em Campinas protestaram pelo centro da cidade na manhã desta segunda-feira (01/04). Elas pedem moradia digna. Eles estão no local desde 23 de março. A prefeitura fez a notificação para que deixassem a área, as obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e seria destinado a um grupo de moradores que vivem às margens do Ribeirão Quilombo.
Os ocupantes não atenderam ao pedido e fizeram um manifesto em frente à prefeitura, contra reintegração de posse. Gláucia Maria Lima é uma das líderes da manifestação. Ela comenta a necessidade das famílias de terem um lugar para morar e também fala da demora dentro do cadastro da Cohab. Ela fala que há pessoas que esperam a chance de ter a casa própria há mais de dez anos.
Suelen Marcos Martins é mãe de dois filhos e também está na área ocupada. De acordo com ela, a situação de moradia é tão precária, que reflete na saúde da família, dada falta higiene e saneamento. Ela também pede um lugar melhor para morar.
Apesar da manifestação e reivindicações das famílias, a prefeitura não voltou atrás e vai pedir a reintegração. O Secretário de Relações Institucionais de Campinas, Wanderley de Almeida, justifica que a área ainda está em posse da construtora e que há necessidade de se continuar os trabalhos, para não perder os investimentos do PAC.
Sobre a solução no curto prazo, o secretário disse que desconhece casos de famílias que não tenham para onde ir. No entanto, fala do apoio da assistência social, cadastro e abrigos. Sobre a demora na Cohab, Wanderley diz que de fato é uma realidade em Campinas, dado o período de estagnação pelo qual a cidade passou. Ele reforça que neste ano há previsão para entrega de quatro mil moradias. Para 2014, outras cinco mil devem ser entregues.
Outra aposta do governo é a atualização dos cadastros de habitação, já que há muitos casos em que famílias já conseguiram financiamentos. Com os dados atualizados deve-se ter mais agilidade no processo.
