O preço exorbitante de um dos produtos mais tradicionais na mesa do brasileiro, o tomate, começa a cair, mas continua alto nas gôndolas dos supermercados, nas bancas das feiras livres e também no atacado. O comerciante José Benedito Carvalho, proprietário de um restaurante no centro de Campinas, sentiu os efeitos no bolso e nos pratos servidos aos clientes. De acordo com ele, atualmente o tomate foi retirado das saladas e substituídos por outros legumes. A exceção ficou para os molhos vermelhos.
A doméstica Maria Celina da Silva também está deixando o tomate de lado e substituindo por outros produtos. Ela explicou que já está sentindo que o preço vem caindo, porém vai esperar um pouco mais para recolocá-lo nas suas receitas.
De acordo com os dados do Cepea, Centro de Pesquisas Econômicas da Esalq,o pico no valor do tomate foi registrado na Semana Santa e após esse período houve um recuo de 40% no preço praticado no atacado e 43% ao produtor. De acordo com o pesquisador do CEPEA , João Paulo Deléo, além da oferta baixa, em março houve também aumento pela procura. Segundo ele, a redução no valor é consequência da retração feita pelos próprios consumidores que estão substituindo o produtos por outros mais baratos. Em sua opinião, o preço do tomate vai continuar alto até final do primeiro semestre.
O principal motivo para o preço elevado foi a redução de área de plantio, pois no ano passado a oferta foi maior que a demanda e o preço caiu. Sem recursos para investir na lavoura os produtores reduziram a área plantada.
