Após o fim do prazo de vida útil do aterro sanitário Delta A no dia 28 de março, a Prefeitura de Campinas conseguiu junto à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, a prorrogação do uso do terreno por mais um mês. Com isso, a cidade pode usar a cota de 630 metros do aterro, o que permite que mais 30 mil toneladas de lixo sejam despejadas no local até o final de abril.
A intenção da Administração Municipal, no entanto, segundo o secretário de Serviços Públicos Ernesto Paulella, é aumentar para um ano o tempo de uso do local. Mas para isso, de acordo com Paulella, é necessário que a Cetesb conceda a licença operacional. O pedido foi feito pela Prefeitura no final de janeiro. Ainda segundo o secretário, a expectativa é que a liberação aconteça, já que os estudos feitos pela Prefeitura eliminam a possibilidade de deslizamento de lixo e de desastre ambiental no local.
Caso a licença de operação do Delta A não seja concedida e o prazo até abril seja expirado, o município não terá local para o despejo do lixo. O que agrava ainda mais a situação é a demora no processo envolvendo o Delta B. A área fica dentro de um raio de 20 quilômetros do Aeroporto Internacional de Viracopos e só poderá ser usada caso haja a liberação do Comando da Aeronáutica. De acordo com o secretário de serviços públicos, no entanto, o local é importante para a destinação do lixo no município. Por isso, diversos estudos já foram entregues ao 4º Comando Aéreo. Enquanto a situação do Delta B segue indefinida, atualmente são depositados no Delta A cerca de mil toneladas de lixo por dia.
