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Sanasa: Rosely fica em silêncio e decisão deve sair em dois meses

A ex-primeira dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos, permaneceu em silêncio durante seu depoimento no julgamento do caso Sanasa. Ela é apontada pelo Ministério Público como a chefe da

A ex-primeira dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos, permaneceu em silêncio durante seu depoimento no julgamento do caso Sanasa.  Ela é apontada pelo Ministério Público como a chefe da quadrilha acusada de desviar dinheiro público. Rosely foi a última dos 22 réus a ser chamada para depor. Essa foi a última fase do julgamento, que deve ter uma decisão em até dois meses. Assim que sentou no banco dos réus, a ex-primeira dama fez um breve discurso afirmando que gostaria de falar, mas que iria exercer o direito de permanecer em silêncio por orientação de seu advogado. Ela apenas disse que as acusações são caluniosas e afirmou que o delator do esquema, o ex-presidente da Sanasa, é um criminoso que mentiu para a justiça.

Além dela, o ex-secretário de comunicação, Francisco de Lagos, e os ex-diretores da Sanasa, Marcelo Figueiredo e Ricardo Cândia.  O vice-prefeito e depois, prefeito cassado, Demétrio Vilagra e o ex-diretor da Sanasa, Aurélio Cance, também prestaram depoimento e negaram as acusações. Mesmo assim, os dois não responderam as perguntas do Ministério Público. O promotor Amauri Silveira Filho afirmou que a postura dos réus já era esperada e que a maneira como agiram serviu para aumentar a convicção do Ministério Público.

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O advogado que representa Rosely, Eduardo Carnelós, afirmou que sua cliente não respondeu as perguntas por conte de uma representação onde alguns advogados de defesa entraram na justiça questionando uma suposta parcialidade do juiz Nelson Augusto Bernardes. A questão já foi julgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidiu que o magistrado tinha totais condições de prosseguir com o julgamento. De qualquer forma, os advogados devem recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal. Para Eduardo Carnelós, o juiz já tomou uma decisão desde o início do processo. O juiz Nelson Augusto Bernardes encarou com naturalidade a justificativa apresentada pelos advogados e afirmou que a petição apresentada faz parte do processo. Segundo ele, os trabalhos seguem normalmente.

Durante todos os depoimentos, os réus acusaram o delator do esquema, Luis Aquino, de mentir sobre as acusações. O advogado dele, Carlos de Araújo Pimentel Neto, criticou a postura dos réus, que optaram por não responder as perguntas. Tanto a promotoria quanto a defesa tem agora dez dias cada para fazer as análises e as alegações finais sobre o processo. A expectativa é de que o juiz Nelson Augusto Bernardes dê o veredicto em até dois meses.

 

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