Após caminharem pelo centro, os manifestantes que lutam contra o aumento da tarifa de ônibus chegaram a Câmara. Uma comissão de cerca de 15 representantes foi criada e recebida pelo presidente da casa e vereadores. Membros de diretórios acadêmicos e organizações, como a Anonymos, entregaram uma pauta com oito pedidos.
Os manifestantes exigem:
1) Retirada dos dois últimos aumentos com o valor da passagem voltando para R$2,85;
2) Abertura das planilhas de caixa das empresas de transporte e auditoria popular no preço;
3) Ampliação do passe escolar para estudantes de universidades e de cursinhos;
4) Passa livre para estudantes e desempregados.
5) Fim do subsídio da prefeitura à empresa privada e de transporte;
6) Municipalização do sistema de transporte;
7) Não remoção das famílias do Campo Belo;
8 ) Instauração da CPI dos Transportes;
O requerimento para instalar a CPI já conta com cinco das onze necessárias. O autor do pedido, Paulo Búfalo, do PSOL, disse que ainda espera duas assinaturas, a de Carlinhos Camelô, do PT, e de Artur Orsi, do PSDB. Búfalo acredita que, com o pedido dos manifestantes, a CPI ganhe força dentro da câmara.
A comissão espera uma resposta rápida dos vereadores, como diz o representante do DCE da PUC-Campinas. Um dos vereadores que receberam a comissão foi Pedro Tourinho, do PT, que acredita que é a obrigação do vereador ouvir a população.
Enquanto a comissão era recebida pelos vereadores, alguns manifestantes jogaram pedras na câmara. A Guarda Municipal teve que agir, porém, com a chuva que começou a cair, o grupo se dispersou rumo à Prefeitura. Quando chegaram ao paço municipal, houve mais confrontos com a Polícia Militar após ações de vândalos.
