A crise registrada no Hospital Augusto de Oliveira Camargo no final de semana passado fez a administração de Indaiatuba pensar na municipalização do Pronto Socorro da unidade. A afirmação é do prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, que abriu uma sindicância para apurar a ausência dos médicos plantonistas. Durante o feriado de Corpus Christi, apenas um dos cinco médicos escalados para o plantão compareceu no trabalho. A ausência dos médicos obrigou as equipes de saúde a transferirem os pacientes que buscaram atendimento para outras unidades. Durante uma dessas transferências, um homem morreu vítima de um infarto.
A suspeita é que os médicos teriam faltado para protestar sobre as condições de trabalho no hospital. De acordo com o prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, se esse foi o caso, os médicos serão punidos. Ele afirma que o problema do Pronto Socorro é administrativo e não financeiro e por isso acredita que a municipalização da unidade é uma das alternativas para resolver o problema de vez. Segundo Reinaldo Nogueira, houve uma reunião onde ele propôs aos gestores do hospital que a prefeitura assumisse o controle do Pronto Socorro.
O diretor do Hospital, Antonio Barroca, informou que os médicos apresentaram um requerimento pedindo um aumento salarial ás vésperas do feriado, mas não houve tempo da administração da unidade intervir.
