A manifestação que até então era pacífica se tornou uma grande guerra. Quando chegaram à prefeitura de Campinas os 30 mil manifestantes foram recebidos pela guarda municipal fazendo a segurança do local. Em menos de 15 minutos, as bombas vindo por parte dos manifestantes começaram a atingir o paço municipal.
No primeiro vidro quebrado, a guarda passa a jogar gás de pimenta nos manifestantes e o caos é instaurado.
Manifestantes e guardas entram em conflito e bombas e pedras são jogadas dos dois lados. Os feridos aos poucos começam a aparecer como o auxiliar Emerson Nascimento.
O prefeito Jonas Donizette acompanhava o andamento do processo e destacou que o grupo de vândalos cresceu. Segundo o prefeito, a guarda não tinha autorização para usar armas. Jonas só chamou a polícia militar quando a GM ficou inoperante.
Depois de mais uma hora de conflito, por volta das sete e quarenta da noite a tropa de choque da Polícia Militar chega ao paço municipal. A Avenida Anchieta e as ruas Barreto Leme e Benjamin Constant viraram verdadeiras praças de guerra. Apesar da proibição por parte do governador, manifestantes disseram que a tropa de choque usava bala de borracha. Ato que foi negado pelo comandante do policiamento do interior 2, Carlos de Carvalho Júnior.
O comandante diz que são vândalos e que a facção que age dentro e foras dos presídios de São Paulo não está infiltrada. Saques, depredações e assaltos aconteciam nas ruas. Comércios foram totalmente devastados. Cavalaria, canil e tropa de choque, além do helicóptero Águia faziam a varredura pelo centro da cidade. Por volta das onze horas a PM deixou a prefeitura e logo depois a guarda municipal saiu do paço municipal e a limpeza não só na sede do governo municipal, mas em toda cidade, teve início.
