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Vereadores questionam planilha do transporte e reforçam CPI

Novos indícios de irregularidades constatadas através das planilhas do transporte público de Campinas fizeram com que vereadores reforcem a abertura de uma Comissão Processante de Inquérito para investigar o contrato

Vereadores questionam planilha do transporte e reforçam CPI
Catraca (Foto: Arquivo)

Novos indícios de irregularidades constatadas através das planilhas do transporte público de Campinas fizeram com que vereadores reforcem a abertura de uma Comissão Processante de Inquérito para investigar o contrato vigente na cidade. Problemas na contagem de passageiros e especificações contratuais são os pontos levantados. O vereador do PSOL, Paulo Búfalo, que é o autor da proposta que pede a CPI dos Transportes, comenta que alguns números analisados nos documentos não parecem compatíveis com a realidade e por isso, precisam ser investigados.

A contagem de passageiros é determinante para o cálculo da tarifa do transporte público. Além da questão do número de passageiros, o vereador Paulo Búfalo também questiona o fato de estar previsto no contrato subsídios que remuneram as empresas de transportes nos casos de gratuidade, como a de idosos.

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Sobre a abertura da CPI dos Transportes, a prefeitura ressalta que as planilhas do transporte são públicas. O secretário de relações institucionais de Campinas, Wanderley de Almeida, até o momento não vê argumentos para abertura de Comissão de Processante. Ele reforça que a prefeitura está aberta para discussão das planilhas e também fala do impacto de uma CPI para os trabalhos do executivo e legislativo.

O vereador Pedro Tourinho do PT também suspeita de irregularidades nas planilhas do transporte público, em relação ao preço pago pelos pneus. Ele já entregou a denúncia ao Ministério Público.

Para abertura da CPI, são necessárias 11 assinaturas. Até a sexta-feira, 28 de junho, cinco vereadores tinham assinado. Um dos vereadores que não assinou a proposta foi Artur Orsi, do PSDB, que é da base aliado do prefeito. Ele também não vê a necessidade neste momento de uma CPI, mas descarta mudar a assinatura. Ele reforça que Comissão não pode ter viés político.

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