O governador Geraldo Alckmin afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (03/07) que não será permitida a destruição de patrimônio público e privado. A fala veio após a série de atos de vandalismo que aconteceram na praça de pedágio da Rodovia Prof. Zeferino Vaz, na região de Cosmópolis. Ele reforçou o posicionamento e comentou o perigo destas ações, bem como os reflexos na economia. Alckmin também destacou a liminar que multa os caminhoneiros em caso de bloqueio de vias.
O discurso foi uma consequência das cenas de caos na região de Campinas, na Zeferino Vaz (SP-332). Ela chegou a ficar fechada na manhã desta quarta. Logo no início da manhã, cerca de 300 manifestantes que estavam na praça de pedágio do km 135, em Cosmópolis, atearam fogo nas sete cabines de cobrança. Houve depredação em todo espaço e um cinegrafista foi agredido.
Após a destruição, o grupo foi até a prefeitura e bloqueou todos os acessos ao munícipio. Dois ônibus chegaram a ser incendiados. O paço municipal foi destruído e também lojas do centro foram depredadas.
Pela Rodovia Zeferino Vaz os policias faziam trabalho para liberação da via, mas grupos continuavam jogando objetos nas pistas. Além do cinegrafista agredido, uma equipe de uma emissora regional foi hostilizada. O major da Polícia Militar, Marci Elber, que estava à frente da Tropa de Choque comentou como era feita ação para dispersar os manifestantes.
A liberação total da via, aconteceu seis horas depois do inicio do protesto. Até o começo da tarde, 14 pessoas, entre elas um menor de idade, foram detidas. Segundo a Polícia Rodoviária, eles teriam comandado a ação de vandalismo na praça de pedágio.
O prefeito de Cosmópolis, Antônio Fernandes Neto, se reuniu com representantes que apresentaram as reivindicações, entre elas a diminuição da tarifa do pedágio e isenção para moradores. O prefeito cogitou como solução a implementação do pedágio por quilômetro rodado, chamado Sistema Ponto a Ponto do Governo do Estado.
Apesar desta reunião, o confronto com a PM continuou pelas ruas da cidade. O comércio, por causa de toda confusão, ficou fechado durante todo o dia.
