Por dois votos a um o Tribunal de Justiça derrubou a liminar que pedia pela suspensão do processo do caso Sanasa. O acórdão ainda não está publicado no Diário Oficial, mas o advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, adiantou que com a decisão, o processo volta a ser o trâmite normal das diligências, sem necessidade de suspender o andamento. No julgamento do caso Sanasa, 22 réus são acusados pelo MP de envolvimento em um esquema de fraude em contratos públicos da autarquia responsável pelo tratamento de água em Campinas. Entre eles, além da ex-primeira-dama e do ex-diretor de Controle Urbano, estão o prefeito cassado, Demétrio Vilagra (PT) e o ex-secretário de Comunicação, Francisco de Lagos, o ex-secretários de Segurança, Carlos Henrique Pinto. Além de empresários e funcionários da autarquia.
O processo de julgamento estava suspenso, para todos os réus do caso, desde o dia 22 de abril pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) . O pedido foi feito pelo advogado da ex-primeira-dama e ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Campinas, Rosely Nassim Santos, e valeria até os desembargadores deliberarem sobre um pedido da defesa do ex-diretor de Controle Urbano Ricardo Cândia, também acusado no processo. Depois passou a valer para os outras 21 pessoas arroladas como réu no processo criminal.
Antes da interrupção, por força de liminar, todos os réus foram ouvidos pelo juiz Nelson Augusto Bernardes, que, ao final da última audiência, em 1º de abril, previa divulgar a sentença ainda no primeiro semestre.
O caso – O suposto esquema veio à tona em maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da Sanasa, chegaram a ser presas preventivamente durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco). A suspeita de corrupção em contratos da autarquia motivou a abertura de duas comissões processantes na Câmara de Vereadores, em 2011. O então prefeito Hélio de Oliveira Santos foi cassado em agosto, o vice dele Demétrio Vilagra, também teve o mesmo final, deixou o Executivo após sofrer impeachment em dezembro.
