Após as manifestações em todo o país que chegaram a levar mais de um milhão de pessoas às ruas no mês de junho, as centrais sindicais preparam para o próximo dia 11 uma greve geral. Segundo a Força Sindical, vão participar da paralisação funcionários do setor portuário, da construção, do transporte e operários de obras do PAC. Os representantes das centrais já se reuniram com o secretário de segurança e garantiu que não haverá vandalismo nas manifestações. A série de protestos que teve início no meio do mês passado começou sem a participação de partidos, de sindicatos e com pautas diversas.
Para o cientista político Valeriano Costa, este movimento já teve uma queda abrindo espaço para movimentos já organizados. Em Campinas, no dia 20 de junho mais de 35 mil pessoas saíram às ruas em protesto. O número que caiu já no dia seguinte para cerca de quatro mil e no último protesto, uma semana depois, cerca de 300 manifestantes saíram do Largo do Rosário em direção á Câmara. Segundo Valeriano Costa, já era esperada essa queda no número de manifestantes.
Além da greve marcada para o dia 11, movimentos sociais se organizam nas redes sociais e universidades para não deixarem que o ritmo dos protestos termine.
